quarta-feira, 24 de agosto de 2016

TRE estuda solicitação de tropas federais para as eleições na Paraíba

Des_Jose_AurelioO Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) ainda analisa a convocação de tropas federais para reforçar a segurança em alguns municípios paraibanos durante as eleições de outubro. Desde 2004, as tropas são convocadas para atuar no município de Campina Grande no período da eleição.
De acordo com o presidente da Corte Eleitoral, desembargador José Aurélio da Cruz, uma possível solicitação será analisada pelos juízes eleitoral, contudo, ocorrerá apenas em casos de extrema necessidade.
Nas eleições de 2014 o TRE-PB aprovou a solicitação de tropas federais também para o município de Patos.
Fonte: MaisPB

Vitaminas não substituem alimentos e excessos também fazem mal

O Bem Estar desta segunda-feira (22) fala sobre dois hábitos que estão na moda. O primeiro: intolerância e alergia a alimentos, tem muita gente restringindo a dieta sem exame de confirmação e sem prescrição médica, mas isso pode virar um problema, como explica a nutricionista Myrian Najas.
Outra mania que virou corrente na internet é o magnésio. Parece que tomar magnésio cura unha encravada, traz de volta marido traído, uma maravilha para tudo e para todos, mas não é bem assim.
A consultora do Bem Estar e pediatra Ana Escobar explica quando bebês e crianças precisam repor as vitaminas.
Vitaminas
As vitaminas e sais minerais mais importantes estão nas hortaliças, nos grãos, nos cereais, nas nozes, no leite e nas carnes. Elas auxiliam todas as funções do corpo. No Brasil, as deficiências mais importantes na população, em geral, são de vitamina A, B1 e ferro.
A vitamina A pode ser encontrada nos vegetais amarelos, como abóbora e cenoura, e frutas amarelo-alaranjadas, como manga, pêssego e mamão. A falta desse tipo de vitamina pode trazer problemas de visão.
A vitamina B1 pode ser encontrada nos cereais integrais, como aveia, na carne de porco magra e nos ovos. A carência de vitamina B1 traz problemas cardiovasculares e neurológicos.
O ferro é encontrado principalmente nas folhas verde escuras como agrião, couve, leguminosas e nos feijões. A carência resulta no cansaço e na dificuldade de raciocínio.
G1

Anvisa manda tirar produto do mercado

Anvisa manda tirar produto do mercado
 O produto Gelalcool Start- Lavanda, fabricado pela empresa Lima & Pergher Indústria, teve a comercialização suspensa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme publicação na edição desta quarta-feira (24) no Diário Oficial da União (D.O.U).

Segundo laudo de análise fiscal, emitido pelo Laboratório Central do Estado do Paraná, foram apresentados resultados insatisfatórios na análise de rotulagem do produto de limpeza.

De acordo com a publicação, a Anvisa determina a suspensão da distribuição, comercialização recolhimento do estoque existente no mercado do lote 461442, fabricado em 05/03/2015 e válido até 05/03/2018.

Redação

Foto: reprodução

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Mais de mil vereadores disputam reeleição na PB e maioria dos candidatos é agricultor

eleicoes2016As eleições municipais deste ano na Paraíba trarão novamente vários nomes já conhecidos pela população. Dos 2.201 vereadores, distribuídos nos 223 municípios do estado, ao menos 1.082 tentarão a reeleição, de acordo com dados Tribunal Superior Eleitoral.
Esse número pode ser ainda maior, já que alguns dos candidatos divulgam outra ocupação no pedido de registro de candidatura, como é o caso do vereador de João Pessoa Lucas de Brito, que se identificou com advogado.
A profissão mais registrada pelos postulantes às vagas nas Câmaras Municipais foi a de agricultor. Ao todo são 1.975 agricultores, o que representa 32,76% dos candidatos.
Além de vereadores e agricultores, outra profissão que apresenta elevado percentual de candidatos é a de comerciante com 842 (13,97%) representantes da categoria na disputa.
Outro destaque são para os servidores públicos. Ao menos 792 concorrem neste pleito, o que significa 13,14% dos candidatos. As demais profissões são representadas por 1.338 candidatos (22,19%).
Blog do Gordinho

Poluição eletrônica traz grande perigo à saúde humana

Radiações são capazes de modificar a estrutura química das substâncias sobre as quais incidem e podem produzir efeitos biológicos a longo prazo sobre os seres vivos, interagindo com o DNA das células

As ondas eletromagnéticas chegaram para ficar. Elas alimentam os 3 ou 4 bilhões de telefones celulares que estão por aí. São a alma da internet banda larga que faz a alegria dos viciados em downloads. De tão atraentes, muitas cidades decidiram universalizar o acesso gratuito e sem fios à web, no esforço de democratizar essa tecnologia. Mas quão arriscado é viver em um mundo em que, graças ao bombardeio eletromagnético, o celular é onipresente e pode-se mandar e receber mensagens ou pode-se consultar o Google à beira de um rio ou no meio de uma floresta? Cresce o número de pessoas que se sentem acuadas e dizem sofrer as consequências de uma atmosfera tão carregada de radiações artificiais.
Veredicto nebuloso
A suspeita de que as ondas eletromagnéticas podem ser nocivas à saúde não é novidade. Já foi inclusive cunhado o termo "eletrosmog" – combinação dos termos ingleses electric (elétrico) e smog (nevoeiro) – para designar o problema. A Organização Mundial da Saúde lançou em 1996 um programa destinado a investigar a possibilidade Dops efeitos nocivos do eletrosmog.
Jacqueline McGlade, diretora-executiva da Agência Ambiental Europeia, declarou que "pesquisas recentes sugerem que seria prudente que as autoridades sanitárias recomendassem ações que reduzissem a exposição, especialmente de grupos vulneráveis, como as crianças". Ela lembrou os casos do amianto, do chumbo na gasolina e do tabaco – substâncias de uso difundido que só com o passar do tempo tiveram seus riscos comprovados. No futuro, os campos eletromagnéticos poderiam integrar essa lista.
Mas afinal, o que é o eletrosmog? Os especialistas o definem como uma "forma de poluição eletromagnética não ionizante". Em outras palavras, aquela produzida pelas emissões radiofônicas, pelos fios elétricos percorridos pela corrente elétrica de grande intensidade, pelas radio-ondas dos telefones celulares e do wi-fi (wireless fidelity), ou seja, os dispositivos que podem ser coligados a redes locais (telefonia, Internet, etc.), por meio de ondas de rádio.
Eletrosmog e ondas eletromagnéticas são, portanto, perturbações causadas por fontes artificiais produzidas pelo homem, que se propagam no espaço, invadindo inclusive o habitat onde vivemos.
O corpo humano e todos os seres vivos são formados de células que nascem, vivem e se reproduzem graças a um perfeito equilíbrio eletromagnético natural. As interferências externas influem no sistema vital das células e, consequentemente, na saúde física do ser vivente. Seu efeito se relaciona à modalidade de exposição (intensidade das radiações, duração das exposições, partes do corpo expostas, etc). As radiações são capazes de modificar a estrutura química das substâncias sobre as quais incidem e podem produzir efeitos biológicos a longo prazo sobre os seres vivos, interagindo com o DNA das células.
Acredita-se que as radiações possam ter efeitos sobre os seres vivos não apenas devido à sua ação térmica, mas também por causa do seu potencial cancerígeno. Nesse sentido, os sintomas das moléstias causadas pelo eletrosmog costumam aparecer súbita e inexplicavelmente. Tratam-se em geral de insônia, dor de cabeça, inquietude, cansaço, falta de iniciativa, problemas de concentração, perda de memórias, tensão nervosa sem motivo definido. Nos casos mais graves: hipertensão, taquicardia, distúrbios da visão e da audição, estado de espírito que local onde a pessoa permanece.
As pessoas que manifestam distúrbios por causa da influência do eletrosmog são chamadas de pessoas eletrossensíveis, e seu número se encontra em constante aumento.
Como se defender? O uso de roupas feitas com tecidos capazes de bloquear, pelo menos em parte, as radiações eletromagnéticas, é um dos paliativos que estão sendo estudados. Na Itália, o Grupo Creamoda, fundado em 1993, surgiu exatamente com essa finalidade. A instituição conta já com vários tecidos feitos com um fio extremamente fino, feito de ligas metálicas capazes de bloquear boa parte das ondas eletromagnéticas. Esse fio é inserido nos tecidos através de processos de alta tecnologia, respeitando o princípio da gaiola de Faraday.
Vários outros estudos estão sendo feitos a respeito, mas a verdade é que encontrar-se uma solução definitiva parece, por enquanto, coisa impossível. Criamos e estamos desenvolvendo uma inteira civilização baseada no uso de equipamentos e tecnologias que se sustentam a partir dos princípios da eletrônica. As consequências disso ainda são imprevisíveis, não apenas em relação ao nosso corpo físico – e o de todos os demais seres vivos -, mas também quanto à nossa saúde e comportamentos psíquicos e mentais. 
Por Correio Braziliense

Força da música nordestina é destaque no encerramento de Jogos

Força da música nordestina é destaque no encerramento de Jogos
 A força da cultura nordestina e do forró que nasceu nas terras de Alagoa Grande na Paraíba embalaram o ritmo nas últimas horas das Olimpíadas do Rio.

A cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro apostou no samba e em muita música nordestina. Neste domingo (21), o Maracanã se encheu de referências à cultura brasileira e, com muito carnaval, a Rio-2016 entregou, oficialmente, a bandeira olímpica para Tóquio, cidade que sediará a próxima edição.

A música pernambucana ganhou grande destaque na festa dedicada ao esporte, que teve ainda homenagem a vários aspectos da cultura brasileira. As delegações entraram no Maracanã, palco da abertura e do fechamento, ao som da Orchestra Santa Massa, com o maestro Spok (voz e sax), André Julião (sanfona) e Yuri Queiroga e o DJ Mika Mutti.

O grupo de DNA pernambucano é formado por Hélder Aragão, mais conhecido como DJ Dolores, Maciel Salú (vooz e rabeca), Isaar (voz), Fábio Trummer (voz e guitarra), da banda Eddie e Jam da Silva (percussão). Durante a performance do grupo, 14 passistas de frevo acalentaram o orgulho do estado e receberam muitos elogios nas redes sociais.

Chiclete com banana (de Jackson do Pandeiro), O canto da ema (de Alventino Cavalcanti, Aires Viana e João do Vale, imortalizada por Jackson), A cantiga do sapo (de Jackson do Pandeiro e Buco do Pandeiro) eSebastiana (de Rosil Cavalcanti) estiveram no repertório da banda. Maracatu olímpico, inédita, foi composta por Salú especialmente para a ocasião.

O cantor e compositor recifense Lenine fez uma versão de Jacksoul brasileiro, de autoria dele, para saudar o trabalho dos voluntários dos Jogos Olímpicos. "Quem fo que fez o povo chegar? Quem foi que fez o jogo rolar? Quem foi que traduziu o Rio de Janeiro?", cantou o autor de Leão do Norte.

Assim como na abertura, canções de diversas épocas pontuaram o roteiro, que adotou o tema da diversidade como emblema. Assim, Luiz Gonzaga se misturou com Heitor Villa-Lobos. O DJ norueguês Kygo, que bateu 1 bilhão de reproduções no Spotify, conviveu sem estresse com o frevo e o xaxado da comadre Sebastiana. Lenine, Carmem Miranda e Arnaldo Antunes pareceram irmãos siameses sob esta ótica.

Com direção da (não por acaso) carnavalesca Rosa Magalhães, a festa teve Martinho da Vila cantando "Carinhoso" e samba. Muito samba. "Cidade Maravilhosa" e as marchinhas "Mamãe eu quero" e "Sassaricando" deram o tom. Não faltou nem primeiro-ministro fantasiado (de Mario, do game "Mario Bros"). Shinzo Abe, do Japão, apareceu para receber a chave da próxima edição da Olimpíada, que acontece em Tóquio 2020. 

Na Olimpíada em casa, o Brasil se inspirou e fez a melhor campanha de sua história nos Jogos, quebrando o recorde de ouros para o país: 7. Além disso, foram 6 pratas e 6 bronzes, garantindo em 13º lugar no quadro de medalhas, com um total de 19 no pódios – marca também inédita. Nas competições, muitas surpresas e algumas decepções.

O canoísta baiano Isaquias Queiroz passou de atleta anônimo a queridinho da torcida: tornou-se o primeiro brasileiro da história a conseguir três medalhas em uma mesma edição da Olimpíada: a prata inédita na categoria C1 1000m, o bronze no C1 200m e a prata no C2 1000m ao lado de Erlon de Souza. O carismático e vaidoso Isaquias também conquistou o público por causa de sua história de superação. Quando tinha três anos de idade, sofreu graves queimaduras com água fervente. Quando tinha dez, caiu de uma árvore e perdeu um rim. Ganhou o apelido de "Sem Rim". 

Redação

Casos de autismo sobem para um a cada 68 crianças; especialistas explicam

crianca-autistaNo fim dos anos 1980, uma a cada 500 crianças era diagnosticada com autismo. Hoje, a taxa é uma a cada 68. O significativo aumento chamou atenção até da ONU (Organização das Nações Unidas), que classificou o distúrbio como uma questão de saúde pública mundial. Mas, afinal, o que fez com que aumentasse tanto o número de crianças diagnosticadas?
Uma série de fatores. De acordo com Carlos Gadia, neurologista pediatra e diretor associado do Dan Marino Center, do Miami Children’s Hospital, na Flórida, nos Estados Unidos, a mudança na maneira de diagnosticar o autismo é uma delas.
“Até meados dos anos 1990, para ser considerada autista, a criança precisava não interagir socialmente nem se comunicar. Depois foi considerado que ela precisava ter alguma alteração na qualidade da comunicação e da interação social em comparação com outras da mesma idade. Com isso, houve uma expansão no diagnóstico”, explica.
Ao mesmo tempo, houve um grande aumento do conhecimento sobre o transtorno, tanto entre os médicos quanto na comunidade em geral. “No fim dos anos 1990, as pessoas passaram a falar mais sobre autismo, as famílias de autistas criaram grupos para discutir o assunto. E quanto mais se fala, mais o autismo passa a ser reconhecido pelos médicos e pelas famílias”, diz Gadia.
O fator ambiental também pode estar associado ao aumento de casos de autismo. “Temos estudado fatores ambientais, como uso de pesticidas, de medicações durante a gestação, exposição ao tabaco, fumo, álcool e diferentes substâncias. A probabilidade é que causas multifatoriais genéticas e ambientais se combinem e façam com que o feto tenha predisposição ao autismo”, afirma Daniela Bordini, psiquiatra e coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Ainda vai levar alguns anos até que esses estudos sejam concluídos, no entanto, vários trabalhos realizados desvendaram alguns mitos que cercam o autismo, como a relação entre o problema e as vacinas.
“Esse é o maior mito, mas foi comprovado que não há relação entre imunização e autismo. Mais recentemente também desvendou-se que os polihidrocarbonetos –substância presente em uma série de equipamentos usados no dia a dia– não têm relação com o distúrbio”, afirma o neurologista Gadia.
Em maio de 2013, um novo critério do DSM – 5(Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) acabou com todas as subdivisões usadas para classificar o problema e criou o termo TEA (Transtorno do Espectro Autista).
“Não há mais Síndrome de Asperg, Transtorno Global ou Invasivo de Desenvolvimento. Tudo virou TEA. Os especialistas criaram essas subdivisões, pois achavam que ter grupos homogêneos dentro dos transtornos facilitaria as pesquisas, mas não foi o que aconteceu. Essas subdivisões só causavam confusões para a família. Essa mudança de nomenclatura reafirma a ideia de espectro, de que há diferentes severidades do problema”, afirma Gadia.

Primeiros sinais

Os estudos mostram que a primeira manifestação do autismo é a anormalidade no contato visual. “Crianças dentro do espectro, mesmo pequenas, têm pouco interesse ao olhar para pessoas. Elas preferem observar objetos e, quando olham para indivíduos, tendem a focar no corpo e na boca. Enquanto as crianças típicas olham primariamente para os olhos para entender a carga emocional do olhar”, declara o neurologista Gadia.
O atraso na fala não é necessariamente o primeiro sintoma, mas quase sempre é o mais percebido pelos pais. “A família identifica que tem algo errado com a criança e a leva a um pediatra, mas a maioria desses profissionais não são capacitados para se atentar aos primeiros sintomas do autismo. Muitos têm uma conduta mais expectante: ‘Vamos esperar mais um pouquinho, tem criança que demora mais para falar mesmo’. E isso atrasa o diagnóstico”, afirma Daniela.
“Esperar porque alguém da família demorou para falar ou porque meninos falam depois de meninas não é algo benéfico. Passa a impressão de que alguns critérios de desenvolvimento são fluidos, o que não é verdade. Se a criança não fala e tem um ano e meio, é fora do padrão, e é preciso uma avaliação com especialistas”, diz Gadia.
Outro sintoma do autismo é a falta de resposta quando a criança é chamada pelo nome e a falta de atenção conjunta. “Pais se queixam de que entram no quarto, o filho está brincando e continua, como se eles não estivessem ali. Outro exemplo: se a criança vem no consultório pela primeira vez, eu entro na sala e ela segue brincando como se nada tivesse acontecido também não é normal. A reação da criança típica é olhar para a pessoa desconhecida e, na sequência, para os pais, para ler se ela deve ter medo ou se sou uma pessoa amiga. Essa é a base do déficit de interação social do autista: ele não se preocupa com o acontece à sua volta”, fala o neurologista Gadia.
O diagnóstico ainda hoje tem um peso muito grande para a família. “É um luto. Os pais sonham com um filho saudável, com futuro garantido. Ao descobrir que ele é autista, começam a questionar como será o futuro, se ele terá independência na vida adulta. A parceria da família é fundamental no tratamento, enquanto ela não se fortalece, fica difícil ter melhorias”, afirma a coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp.

Tratamento

O tratamento do autismo é multifuncional e precisa englobar tanto a família quanto a escola para ter maior chance de sucesso. “Quanto mais precoce é o diagnóstico e o tratamento, melhor o prognóstico da criança no futuro. Não existe um medicamento para os sintomas principais do transtorno, mas alguns sintomas ‘alvo’, que não fazem parte do problema, mas atrapalham a vida do autista –como agressividade, insônia e agitação–, podem ser tratados com remédios”, fala Daniela.
Além disso, a criança também é submetida a tratamentos para as áreas de deficiência. “A fonoaudióloga vai trabalhar as questões de linguagem. Os terapeutas ocupacionais, a questão da hipersensibilidade. Já os terapeutas comportamentais fazem uma intervenção chamada de ABA [Terapia Aplicada de Análise do Comportamento, em livre tradução do inglês] para desenvolver com a criança o contato visual, a capacidade de imitar, de apontar, de prestar atenção nos outros”, explica o neurologista Gadia.
Com relação à escola, as instituições regulares não podem recusar a matrícula de crianças autistas e precisam se preparar para as adaptações que forem necessárias. “Para os casos de autismo mais grave, a escola precisa arcar com tutores para fazer a intermediação dos conteúdos ministrados na aula. Mas há pacientes com altas habilidades em algumas áreas, acima da média até. E é preciso aproveitar essas potencialidades e investir nisso para que ele possa ter um emprego no futuro e uma vida independente”, fala Daniela.
estilo

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O PODER DAS REDES SOCIAIS

O PODER DAS REDES SOCIAIS
Com a campanha eleitoral encurtada para apenas 45 dias corridos, o candidato terá que se valer da internet. Foi por esse motivo que a propaganda antecipada foi suavizada profundamente, valendo quase tudo, desde que não haja pedido expresso de votos, isso claro, antes do início da propaganda eleitoral.

A última minirreforma legislativa, os meios de propagandas eleitorais tradicionais foram ainda mais restringidos. Já não é possível haver pintura em muros com propaganda eleitorais, carro de som ou trio-elétricos transitando nas ruas e avenidas com os jingles, outdoors e showmícios há tempos foram proibidos, juntamente com banners fixados nos postes de iluminação pública e viadutos.

No mesmo sentido, a atrativa e criativa distribuição de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes e quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor, resta totalmente obliterada. Como se constata, a propaganda física vem sendo limitada drasticamente, inclusive, não é possível colocar cavaletes nas ruas, e a dimensão dos cartazes antes com até 4 m² reduziu-se para ½ m², ou seja, simples adesivos.

Assim, propaganda eleitoral sob a modalidade digital e virtual tem se tornado cada vez mais abrangente, principalmente em função do auxílio que as redes sociais propicia aos candidatos na divulgação ampla de suas imagens.

Utilizar as ferramentas digitais para se aproximar do eleitorado é uma das principais apostas dos candidatos que disputam as eleições municipais deste ano. 

Além dos sites e e-mail’s dos próprios candidatos, a febre do Facebook, Instagran, Snapchat, Twitter, Whatsapp e afins, serão o ponto forte neste pleito de 2016.

A internet ajuda aos candidatos chegarem mais próximos dos eleitores, inclusive, aqueles residentes em outras cidades, mas guardando o indispensável vinculo e domicilio eleitoral no interior do estado.

O meio digital deixou de ser elitista com projetos nacionais de inclusão, exigência da disciplina informática nas escolas públicas, criação de centros digitais por todo país e redução do custo dos computadores e laptops, sem falar na proliferação dos smartfones e o livre acesso a tecnologia 4G.

Contudo, particularmente, vejo com preocupação a utilização maciça das redes sociais, podendo inclusive, ser prejudicial encher as time line’s com fotos e vídeos musicais. 

Fazendo um paralelo com a antiga propaganda de carros de som, é notório que era muito desgastante e irritante a transmissão exaustiva daqueles jingles nas ruas e avenidas. Na verdade, até levava a rejeição e até perda de votos dos candidatos. No mesmo caminho, poderá se tornar a publicação exarcerbada de fotos e vídeos musicais de candidato, levando ao desgaste de sua imagem perante o eleitorado mais esclarecido.

O legal das redes sociais, seria utilizar para fazer propostas, levar mensagens, passar por sistema de debates onde os eleitores interagiriam-se com os candidatos, inclusive, ajudando a forma e formatar propostas de governo ou legislatura.

A melhor forma de chamar a atenção das pessoas para o perfil do político nas redes sociais é mostrar propostas consistentes e a interação com o eleitor, pois a divulgação de fotos e música de campanha dificilmente muda ou atrai voto de qualquer eleitor.

Desta forma, fica a dica, para a utilização moderada e responsável das mídias sociais, que podem levar o candidato a vitória ou mesmo a derrota a depender da forma de manejo.


PB Agora

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa será domingo

Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa será domingo
O Governo do Estado disponibilizará tendas do Espaço LGBT e uma unidade móvel da Delegacia Especializada em Crimes Homofóbicos, além da Delegacia Especializada da Mulher, durante a Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa, que acontecerá neste domingo (21), às 17h. A concentração será em frente ao Sesc, na praia do Cabo Branco.

A Parada do Orgulho LGBT é uma realização do Movimento do Espírito Lilás (MEL), Astrapa, Movibi, Cordel Vida, Coletivo de Homens Trans (Petris) e Levante Popular da Juventude e conta com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana, Secretaria de Segurança Pública, Coordenadoria das Delegacias de Mulheres e Espaço LGBT.

O tema deste ano será “Combatendo a LGBTfobia nas Ruas e nas Urnas”. Além das Tops Drags, as atrações principais são a cantora Renata Arruda e o Grupo Raízes. A saída da concentração será às 19h em direção ao Busto de Tamandaré, em Tambaú.

“Mais uma vez estaremos demonstrando a nossa força de mobilização e reafirmando a nossa luta contra qualquer tipo de preconceito e discriminação. Nesse momento de avanço do conservadorismo e fundamentalismo de várias matrizes, daremos um grito de liberdade. Liberdade de ser e de amar de todas as formas”, disse Luciano Vieira, do MEL.

Espaço LGBT - O Governo do Estado montará tenda do Centro Estadual de Referência dos Direitos de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e Enfrentamento à Homofobia da Paraíba – Espaço LGBT, um serviço coordenado pela Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana. Os profissionais estarão no evento divulgando o serviço, prestando orientação. Haverá distribuição de preservativos.

O Espaço LGBT realiza busca ativa e oferece atendimento psicossocial e jurídico em sua sede, na Capital, e por meio de ações itinerantes nos municípios do interior do estado. Promove seminários, cursos, oficinas de capacitação, campanhas educativas e apoia eventos do movimento LGBT. Também disponibiliza estágio nas áreas de direito, psicologia e serviço social. Em funcionamento desde 2011, o serviço cadastrou 1.020 usuários (as), até julho de 2016 - a maioria jovem, entre 18 e 29 anos, de identidade de gênero feminina (lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) e realizou 10.164 atendimentos.

Redação

Paraíba recebe 700 mil doses de vacina para Campanha Contra a Raiva Animal

 Paraíba recebe 700 mil doses de vacina para Campanha Contra a Raiva Animal
A Paraíba recebeu do Ministério da Saúde 700 mil doses da vacina para realização da 34ª Campanha de Vacinação contra a Raiva Animal (canina e felina) no Estado, com ‘dia D’ previsto para 17 de setembro. A campanha se estende durante 30 dias, após o dia D, em todos os municípios paraibanos e a meta é imunizar 604.992 animais, sendo 413.079 cães e 191.913 gatos.

“A raiva é uma das doenças mais estudadas em todo o mundo e, no entanto, não tem cura. A vacinação dos animais, especialmente cães e gatos, tem como foco, também, a proteção e promoção da saúde da população humana. É a única vacina animal preconizada e normatizada pelo Ministério da Saúde”, informou o chefe do Núcleo de Zoonoses da SES-PB, Francisco de Assis.

Todas as 12 Gerências Regionais de Saúde do Estado já receberam os insumos (seringas, agulhas e doses) e, a partir de então, devem repassar aos municípios. “Durante as duas últimas semanas, nós passamos por Guarabira, Itabaiana, Campina Grande, João Pessoa, Monteiro e Princesa Isabel. Nesta quinta-feira (18), ainda vamos aos municípios de Piancó e Patos. A intenção é repassar aos gestores e profissionais de saúde informações sobre a operacionalização da campanha – importância, objetivos, metas e disponibilidade de insumos”, adiantou Francisco de Assis.

A principal recomendação aos gestores é que a campanha seja divulgada amplamente nos municípios e que o início das atividades pode (e deve) ser antecipado. “Estamos próximos do período eleitoral e sabemos que ele atrapalha o andamento natural do serviço. Os municípios têm autonomia para iniciar a campanha antes do dia D, desde o momento da chegada das vacinas. Além disso, reforçamos o pedido de divulgação em hospitais, PSFs, rádios, associações comunitárias e igrejas para que toda a população fique atenta”, concluiu.

Pelo oitavo ano consecutivo, será utilizada a Vacina de Cultivo Celular em cães e gatos. Este tipo de vacina tem uma melhor resposta imunológica, ação mais duradoura e faz parte do Plano de Eliminação da Raiva Humana transmitida por cães e gatos e do Programa Nacional de Imunização, protocolo assinado pelos países latinos, junto à Organização Mundial de Saúde (OMS). “Devem ser vacinados todos os cães e gatos a partir de três meses de idade, em bom estado de saúde. Não há contraindicação e essa é a única forma de evitar a infecção rábica em cães e gatos, principais focos da doença no ciclo urbano”, explicou Francisco.

O chefe do Núcleo de Zoonoses da SES-PB informou, ainda, que anualmente, na Paraíba, são atendidas cerca de 9.500 pessoas envolvidas em acidentes com animais. “Os cães respondem a 80% dos casos de acidentes e, por isso, salientamos a importância de manter os animais imunizados. Desta maneira, consequentemente, o ser humano também estará protegido da doença”, alertou Francisco de Assis orientando, ainda, que os cães e gatos que serão vacinados pela primeira vez, independente da idade, devem receber uma dose de reforço após 30 dias.

“Através de campanhas de rotina e de intensificação de vacinação, nota-se uma diminuição progressiva no número de casos de raiva em animais e ausência de casos de raiva humana transmitida por cães nos últimos 17 anos. O Dia D é 17 de setembro, mas os animais podem ser imunizados durante o ano inteiro. Quanto mais rápido o animal for protegido, melhor para o bem estar dele e também da família”, recomendou Francisco de Assis.

Cobertura vacinal – Nos últimos dois anos, a Paraíba superou a meta de vacinação que corresponde a 80% da população canina e felina estimada no Estado. Em 2014, foram vacinados 90,1% dos animais. Já em 2015, 85% dos animais foram vacinados.

A raiva – É uma doença infecciosa aguda, de etiologia viral, transmitida ao homem por meio de mordeduras, arranhaduras, lambedura de mucosas ou pele lesionada por animais raivosos, provocando uma encefalite viral aguda. A doença acomete o Sistema Nervoso Central, levando a óbito em curto espaço de tempo. É letal em aproximadamente 100% dos casos, por ser causada por um vírus mortal, tanto para os homens quanto para os animais. A única forma de evitá-la é a vacinação dos animais.

A raiva apresenta quatro ciclos de transmissão: no ciclo rural tem como principais transmissores os bovinos, caprinos, suínos, ovinos e equídeos; no ciclo silvestre, as raposas, guaxinins, macacos e roedores têm maior destaque na transmissão da doença; no ciclo aéreo, os morcegos representam maior perigo e no ciclo urbano os principais responsáveis pela manutenção do vírus rábico são os cães e gatos.

Os sintomas da raiva são característicos e variam no animal e no ser humano. O animal geralmente apresenta dificuldade para engolir, salivação abundante, mudança de comportamento, mudança de hábitos alimentares e paralisia das patas traseiras.

Nos cães, especificamente, o latido torna-se diferente do normal, parecendo um "uivo rouco", e os morcegos, com a mudança de hábito, podem ser encontrados durante o dia, em hora e locais não habituais.

Já nos seres humanos, no início, os sintomas são característicos: transformação de caráter, inquietude, perturbação do sono, sonhos tenebrosos; aparecem alterações na sensibilidade, queimação, formigamento e dor no local da mordedura. Essas alterações duram de dois a quatro dias. Posteriormente, instala-se um quadro de alucinações, acompanhado de febre; inicia-se o período de estado da doença, por dois a três dias, com medo de correntes de ar e de água, de intensidade variável. Surgem crises convulsivas periódicas.

Redação com Secom/PB

STF decide que tatuagem não pode causar eliminação de candidatos em concursos públicos

TatuagemPor maioria, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão desta quarta-feira (17), julgou inconstitucional a proibição de tatuagens a candidatos a cargo público estabelecida em leis e editais de concurso público. Foi dado provimento ao Recurso Extraordinário (RE) 898450, com repercussão geral reconhecida, em que um candidato a soldado da Polícia Militar de São Paulo foi eliminado por ter tatuagem na perna. “Editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, salvo situações excepcionais, em razão de conteúdo que viole valores constitucionais”, foi a tese de repercussão geral fixada.
O relator do RE, ministro Luiz Fux, observou que a criação de barreiras arbitrárias para impedir o acesso de candidatos a cargos públicos fere os princípios constitucionais da isonomia e da razoabilidade. Em seu entendimento, qualquer obstáculo a acesso a cargo público deve estar relacionado unicamente ao exercício das funções como, por exemplo, idade ou altura que impossibilitem o exercício de funções específicas. Salientou que a jurisprudência do STF prevê que o limite de idade previsto em lei é constitucional, desde que justificável em relação à natureza das atribuições do cargo a ser exercido.
O ministro destacou que a tatuagem, por si só, não pode ser confundida como uma transgressão ou conduta atentatória aos bons costumes. Segundo ele, a tatuagem passou a representar uma autêntica forma de liberdade de manifestação do indivíduo, pela qual não pode ser punido, sob pena de flagrante violação dos princípios constitucionais. Para o ministro Fux, o respeito à democracia não se dá apenas na realização de eleições livres, mas também quando se permite aos cidadãos se manifestarem da forma que quiserem, desde que isso não represente ofensa direta a grupos ou princípios e valores éticos.
Em seu entendimento, o desejo de se expressar por meio de pigmentação definitiva não pode ser obstáculo a que um cidadão exerça cargo público. “Um policial não se torna melhor ou pior em suas funções apenas por ter tatuagem”, afirmou.
O relator destacou que o Estado não pode querer representar o papel de adversário da liberdade de expressão, impedindo que candidatos em concurso ostentem tatuagens ou marcas corporais que demonstrem simpatia por ideais que não sejam ofensivos aos preceitos e valores protegidos pela Constituição Federal. “A máxima de que cada um é feliz à sua maneira deve ser preservada pelo Estado”, ressaltou o ministro.
Em seu voto, o ministro Fux assinalou que tatuagens que prejudiquem a disciplina e a boa ordem, sejam extremistas, racistas, preconceituosas ou que atentem contra a instituição devem ser coibidas. Observou, por exemplo, que um policial não pode ostentar sinais corporais que signifiquem apologias ao crime ou exaltem organizações criminosas. Entretanto, não pode ter seu ingresso na corporação impedido apenas porque optou por manifestar-se por meio de pigmentação definitiva no corpo.
O relator explicou que as Forças Armadas vedam o ingresso de pessoas com tatuagens que transmitam mensagens relacionadas à violação da lei e da ordem, tais como as que discriminem grupos por sua cor, origem, credo, sexo, orientação sexual ou que incitem o consumo de drogas ou a prática de crimes, por entender que são incompatíveis com a função militar.
Caso
No caso dos autos, o candidato obteve, em primeira instância, decisão favorável em mandado de segurança impetrado contra sua exclusão do concurso público para o preenchimento de vagas de soldado de 2ª classe depois que, em exame médico, foi constatado que possui uma tatuagem em sua perna direita que estaria em desacordo com as normas do edital. O Estado de São Paulo recorreu alegando que o edital estabeleceu, de forma objetiva, parâmetros para admissão de tatuagens, mas que o candidato não se enquadrava nessas normas.
Em acórdão, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) destacou que o edital é a lei do concurso e a restrição em relação à tatuagem encontra-se expressamente prevista. Assim, ao se inscreverem no processo seletivo, os candidatos teriam aceitado as regras. O acórdão salienta que quem faz tatuagem tem ciência de que estará sujeito a esse tipo de limitação. Acrescenta que a disciplina militar engloba também o respeito às regras e o descumprimento da proibição a tatuagens não seria um bom início na carreira.
Por maioria de votos, o Plenário deu provimento ao RE 898450 para impedir que o candidato seja eliminado do certame por ter tatuagem. Ficou vencido o ministro Marco Aurélio, que entendeu não haver inconstitucionalidade no acórdão do TJ-SP.
STF

Mendes diz que Lei da Ficha Limpa parece ter sido ‘feita por bêbados’

gilmar-mendesO ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta quarta-feira (17) a Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010, que ampliou as hipóteses em que um político torna-se inelegível, ou seja, impedido de disputar eleições e assumir um mandato.
Durante julgamento sobre a inegibilidade de prefeitos que tiveram as contas de governo ou gestão desaprovadas, Mendes, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que a lei parece ter sido feita por “bêbados”.

“Esta lei foi mal tão feita, que eu já disse no plenário… Sem querer ofender ninguém, mas já ofendendo, ou reconhecendo pelo menos, que parece que [a lei] foi feita por bêbados. É uma lei mal feita, nós sabemos disso. No caso específico, ninguém sabe se é contas de gestão ou contas [de governo]… No fundo, é rejeição de contas. E é uma lei tão casuística, queria pegar quem tivesse renunciado”, afirmou o ministro.
Na sessão, o plenário do STF discutia se um prefeito que teve as contas desaprovadas somente por um tribunal de contas (órgão auxiliar do Legislativo) poderia se tornar inelegível.
Gilmar Mendes criticava a própria redação da lei, que determinou a inegibilidade de candidatos que tiveram contas rejeitadas “pelo órgão competente”, sem especificar qual seria esse órgão: se a câmara municipal ou um tribunal de contas.
Ainda na semana passada, por maioria, os ministros decidiram que a desaprovação por um tribunal de contas não basta para tirar um prefeito da disputa — seria necessário também uma rejeição por ao menos 2/3 da câmara dos vereadores.
Na sessão desta quarta, os ministros voltaram a analisar o tema para fixar uma tese (uma regra geral para aplicação pelas demais instâncias da Justiça). O ministro Luiz Fux chegou a sugerir que o novo entendimento da Corte valesse só para 2018, o que foi rejeitado pelos demais.
Os ministros também discutiram o que aconteceria se, após a rejeição das contas por um tribunal de contas, a câmara dos vereadores não analisasse as contas.
Chegou-se à conclusão que a omissão pelo Legislativo não inviabiliza a candidatura, mas também não impede que os parlamentares venham a ser responsabilizados por descumprir tal dever e o que prefeito fique isento de ações por improbidade ou criminais em caso de má gestão dos recursos públicos.
G1

App mede velocidade da internet móvel

App mede velocidade da internet móvel
 Associação Brasileira de Defesa do Consumidor lançou um aplicativo para ajudar o consumidor a conferir a velocidade de sua internet móvel. O programa permite que o consumidor acompanhe a quantidade de dados que gasta e a qualidade do serviço em todo o país.

O programa identifica qual operadora consegue fornecer o suporte necessário para o consumidor, com base na cobertura e na velocidade de conexão em cada local. Os usuários também podem fornecer informações para o aplicativo para colaborara com a avaliação das redes.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), dois padrões mínimos definem a qualidade na navegação pela internet: a velocidade não deve ser inferior a 40% do que foi contratado em nenhum momento e, na média mensal, não deve ser inferior a 80% do que foi estabelecido em contrato.

O serviço da Proteste é gratuito e está disponível para os sistemas Android e iOS.

Agência Brasil

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Mulher vive com um rim de 100 anos doado pela sua mãe

Mulher vive com um rim de 100 anos doado pela sua mãe
 Sue Westhead tinha 25 anos quando foi diagnosticada com insuficiência renal. O ano era 1973.

A única maneira dela sobreviver era receber transplante de rim. Sua mãe, que então tinha 57 anos, foi a doadora.

Hoje Sue tem 68 anos. Ela vive no condado de Durham, no norte da Inglaterra.

A britânica desafiou todas as previsões médicas sobre a duração do órgão e sobre a vida que teria que levar após o transplante.

Longevidade Quando recebeu o diagnóstico, Sue tinha apenas 10% das funções renais.

"Eu quase não podia caminhar, tinha uma cor de pele diferente: estava amarela. De imediato recuperei uma cor rosada", disse a mulher. "Naquela época eu estava muito assustada, especialmente quando continuava viva na sala do hospital onde as pessoas estavam morrendo". "Minha mãe literalmente me deu a vida porque (sem o rim) eu não teria podido viver muito tempo", disse.

Transplantes de rim

EUA: mais de 93 mil pessoas estão na lista de espera para transplante de rim.

Brasil: em junho de 2016, 19,7 mil estavam na lista de espera para receber rim.

Neste ano foram realizados mais de 2,6 mil transplantes no Brasil.

Diferente de outros tipos de transplantes, o rim pode ser retirado de doador vivo.

Hoje 60% dos receptores de rins de doadores vivos sobrevivem cerca de 15 anos.

Fontes: United Network of Organ Sharing (UNOS), Kidney Research UK, Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos

Atualmente os médicos calculam que, em média, um transplante de um doador vivo pode durar 20 anos. Em 1973, quando Sue recebeu seu órgão, entre 30% e 40% dos rins duravam 5 anos.

Sue diz que a longevidade também pode ser atribuída aos cuidados tomados por ela. Ela toma 20 comprimidos diariamente para que o rim não seja rejeitado.

"Lembro que naquela época eu pensei: se eu viver cinco anos serei feliz'. Isso foi há 43 anos e o meu rim completará 101 anos em novembro".

A história da família foi retratada em jornais locais - era uma época na qual os transplantes de doadores vivos eram relativamente raros.

O professor Derek Manas, presidente da Sociedade Britânica de Transplantes disse: "É uma história extraordinária de alento e esperança para pessoas submetidas à diálise e para estimular o público a se transformar em doadores vivos".

"Penso que Sue é uma das sobreviventes mais longevas".

UOL com BBC Brasil 

Sue Westhead/BBC Brasil  

Assembleia aprova projeto que pune empresas que praticarem trabalho escravo

(Foto: Walla Santos)
(Foto: Walla Santos)
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, durante a 47ª Sessão Ordinária realizada nesta terça-feira (16), projeto de lei que proíbe a utilização de benefícios fiscais por empresas que tenham feito uso de trabalho escravo. Ainda durante a sessão, os deputados aprovaram outras 100 matérias, entre as quais constam projetos de resolução e requerimentos.
O Projeto de Lei 629/2015, de autoria do presidente da ALPB Adriano Galdino, estabelece a proibição da utilização de quaisquer benefícios fiscais e a contratação pela Administração Pública estadual de pessoas físicas ou jurídicas, incluídos no cadastro de empregadores do Ministério do Trabalho e Emprego, que tenham mantido trabalhadores em condições análogas a de escravos.
Em sua matéria, o presidente Adriano Galdino ressalta que dentre os impedimentos às empresas infratoras constam ainda a proibição de utilizar quaisquer benefícios financeiros concedidos pelo Estado, abrangendo todos os tributos estaduais, inclusive redução de multas, juros e outros encargos; proibição de realizar parcelamento de quaisquer débitos, tributários ou não, perante a Fazenda Estadual, entre outros. “Não podemos nos omitir diante da realidade que atinge inúmeros trabalhadores em nosso Estado e em todo País, até porque o respeito aos direitos humanos, extrapola qualquer fronteira, qualquer limite de cor, raça, de condição social ou crença. É um problema de todos os cidadãos, especialmente de seus governantes”, observa Adriano Galdino.
Os deputados aprovaram por unanimidade o Requerimento 5.711/2016, de autoria dos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia Móvel, que solicita a prorrogação da mencionada comissão por mais 120 dias com o objetivo de possibilitar a conclusão da sua fase de investigação.
Assessoria

Ômega 3: a gordura aliada do cérebro e do coração

Arenque é o peixe mais rico em ômega 3 - Foto: Getty Images
Arenque é o peixe mais rico em ômega 3
Os ácidos graxos podem ser classificados em três tipos: saturado, monoinsaturado e poli-insaturado. O ômega 3 é uma gordura poli-insaturada. Ele representa uma família de ácidos graxos e os tipos mais frequentes e melhores para a saúde são: ácido alfa-linolênico, ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexaenoico (DHA). Entre os benefícios mais reconhecidos do ômega 3 está a proteção da saúde cardiovascular e cerebral.
O EPA e o DHA são encontrados nos animais marinhos, especialmente os peixes, enquanto o ácido alfa-linoleico é de origem vegetal e pode ser convertido em DHA ou em EPA, é o caso da chia e da linhaça. Contudo, somente uma pequena parcela deste ácido vindo das plantas pode se transformar no organismo, por isso o consumo dos outros ácidos graxos também é muito importante.
Esses ácidos graxos são chamados de essenciais, afinal, o organismo não consegue produzi-los. Quando são ingeridos, essas gorduras possuem como função mais nobre serem as responsáveis pela elaboração da camada lipídica em torno da célula. Quando as membranas celulares estão repletas destes ácidos as funções das células ocorrem de forma muito melhor.
Outros pontos muito importantes nos quais esses lipídeos agem são na formação da bainha de mielina, um componente dos neurônios, e no recobrimento da retina ocular, parte dos olhos que tem o papel principal de transformar o estímulo luminoso em estímulo elétrico para o cérebro poder realizar o processo de enxergar.

Os benefícios do ômega 3

Bom para o coração: O ômega 3 age de duas maneiras para proporcionar benefícios ao sistema cardiovascular. O EPA diminui as atividades das plaquetas sanguíneas, evitando coágulos de sangue, que podem levar a um derrame ou infarto, e também reduzem os níveis de triglicerídeos, outro tipo de gordura que é ruim para o organismo quando está elevada. Já o DHA ajuda a evitar arritmias cardíacas, estabilizando a atividade elétrica no coração.
O consumo desse ômega não assume apenas efeitos preventivos. No Centro de Pesquisas Médicas de Cardiff, no País de Gales, o cardiologista Michael Burr constatou que vítimas de ataques cardíacos aumentaram as chances de evitar novos problemas em 29%, passando a comer peixe ricos nessa gordura pelo menos duas vezes por semana.
Um estudo realizado no Centro para a Programação Fetal, no Statens Serum Institut de Copenhagen na Dinamarca, e publicado na revista da Associação Americana do Coração demonstrou que o risco de mulheres em idade reprodutiva terem distúrbios cardiovasculares é muito menor em quem consome peixes ricos em ômega 3 do que naquelas que não comem este alimento.
Esta pesquisa envolveu 49 mil mulheres com idade média de 30 anos durante oito anos e concluiu que mulheres que raramente ou nunca ingeriam pescados demonstraram 50% mais problemas cardiovasculares do que aquelas que sempre consumiam o alimento e 90% a mais em relação às mulheres que comiam peixes ricos em ômega 3 semanalmente.
Outra pesquisa feita pelo Physician's Health Study dos Estados Unidos com 22 mil homens concluiu que aqueles com maiores níveis de ômega-3 no sangue tinham menor risco de morte súbita. Além disso, o estudo observou que pessoas idosas que consomem uma porção de peixe rico em ômega 3 por semana têm 44% menos chances de sofrer um infarto.
Diminui o colesterol: Esses ácidos graxos modificam a composição química do sangue, provocando o aumento dos níveis do HDL (colesterol bom) e a diminuição dos níveis de LDL (colesterol ruim). Quando está em excesso, há o risco dele se depositar nas artérias e provocar o seu entupimento levando a doenças cardiovasculares, como infarto e hipertensão e derrame cerebral. Ele também consegue reduzir os níveis de triglicerídeos do sangue.
Regula a pressão arterial: O ômega 3 é capaz de evitar a formação das placas de gordura na parede das artérias e garantir a flexibilidade das veias e artérias, afastando o risco de doenças como hipertensão, aterosclerose, infarto e derrames.
Um estudo realizado pela Harvard School of Public Health dos Estados Unidos observou que a pressão arterial elevada é a responsável por 31% do aumento do risco de doenças cardíacas e 65% do risco de derrame.
Bom para a visão: Este ácido graxo é essencial para a visão porque participa do recobrimento da retina. Esta parte dos olhos tem o papel principal de transformar o estímulo luminoso em estímulo elétrico para o cérebro ser capaz de realizar o processo de enxergar.
A degeneração da mácula, parte da retina responsável pela percepção de detalhes, é prevenida graça ao consumo de ômega 3. Estudos publicados na revista especializada Ophtalmology, da Universidade Tufts de Boston nos Estados Unidos, mostraram que o índice de degeneração macular é mais baixo entre pessoas que consomem peixes, alimento rico em ômega 3, e demonstrou que este ácido graxo pode afetar o desenvolvimento ou a progressão da degeneração macular.
Cerca de 3 mil voluntários da pesquisa que consumiam uma ou mais porções de peixes ricos em ômega 3 por semana mostraram uma probabilidade 60% inferior de apresentar a degeneração da mácula em estágio avançado.
Bom para o cérebro: O ômega 3 age na formação da bainha de mielina, um componente dos neurônios. Assim, ocorre a melhora do desempenho cognitivo, da atividade cerebral e comunicação entre as células do cérebro. O ácido graxo também conta com efeito vasodilatador e por isso ocorre o aumento do aporte de oxigênio e nutrientes.
Sardinha é o segundo peixe mais rico em ômega 3 - Foto: Getty Images
Sardinha é o segundo peixe mais rico em ômega 3
Uma pesquisa realizada pela Northumbria University, do Reino Unido, observou que o consumo de peixe, alimento rico em ômega 3, semanalmente melhora a circulação cerebral e diminui os riscos de demência ao envelhecer.
Outras pesquisas apontaram a melhora do desenvolvimento escolar em crianças e adolescentes. Elas também observaram a diminuição do risco de doenças de Alzheimer e cansaço mental e a redução da ansiedade e da insônia após o consumo de alimentos ricos em ômega 3.
Combate a depressão: Pessoas portadoras de depressão possuem níveis baixos de ômega 3 o que pode ocasionar a diminuição do número de funções de neurotransmissores e receptores. A ingestão de ômega melhora a fluidez das membranas que encapam as células nervosas e aumentam a produção de diversos neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, melhorando assim o humor e o bem-estar.
Alivia os sintomas da artrite reumatoide: O consumo do ômega 3 contribui para o alívio dos sintomas desta doença porque ele possui ação anti-inflamatória. Este ácido graxo funciona como um bloqueador ou interceptador de uma enzima que produz o processo inflamatório.
É importante ressaltar que o lipídeo irá ajudar no tratamento do problema associado a outros medicamento. Por sua ação anti-inflamatória, o ômega 3 é interessante para outras doenças autoimunes de cunho inflamatório.
Ômega 3 e diabetes: Uma pesquisa realizada pela Universidade de Valência, na Espanha, analisou o consumo de carne e peixe em 945 pessoas entre 55 e 80 anos com alto risco cardiovascular e descobriu que o consumo de peixe, que é rico em ômega 3, está associado a menor incidência de diabetes tipo 2 e a diminuição da concentração de glicose, enquanto o consumo de carne vermelha está relacionado à obesidade.
Os estudiosos acreditam que isto ocorre porque o aumento do ácido graxo nas células dos músculos esqueléticos melhora a sensibilidade à insulina.
Outro estudo publicado pela Universidade de Harvard notou que o ômega 3 previne o diabetes tipo 2. Este lipídeo aumenta os níveis de um hormônio chamado adiponectina que é benéfico em processos que afetam o metabolismo, como a regulação do açúcar no sangue e processos inflamatórios.
Ômega 3 e a obesidade: O ômega 3 é interessante para combater a obesidade devido à sua ação anti-inflamatória. Afinal, a obesidade é um processo inflamatório e age de maneira a interferir na forma como o cérebro percebe a presença de comida no corpo. O organismo também utiliza o ômega-3 para produzir prostaglandinas, substâncias químicas que têm participação em muitos processos, inclusive no combate às inflamações dos vasos sanguíneos.
Em indivíduos obesos a gordura saturada acaba tomando parte do lugar do ômega 3 no cérebro e no organismo como um todo. Quando isso ocorre a região do cérebro chamada hipotálamo que controla a fome e o gasto energético fica inflamada e deixa de realizar suas funções tão bem. Quando a pessoa volta a consumir o ômega 3 esta parte do cérebro volta a funcionar corretamente.
Além disso, o ômega 3 consegue modular a expressão de neurotransmissores que controlam a fome e reduz a presença de proteínas responsáveis por aumentar o apetite. Em um estudo preliminar realizado com ratos, o nutricionista e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas Dennys Cintra observou estes benefícios do ômega 3 em relação à obesidade.

Ômega 3 e gravidez

O ômega 3 também pode ser benéfico para as grávidas. Um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, revelou que o ácido graxo ajuda as mulheres a terem bebês mais fortes e a reduzir a incidência de partos prematuros. Além disso, outras pesquisas apontam que o consumo do ômega 3 no último trimestre de gestação e nos primeiros meses de aleitamento aumenta o QI dos bebês.

A orientação para as gestantes é ingerir o ômega 3 por meio da alimentação. Comer peixes de água fria, como o salmão e a sardinha, duas ou três vezes na semana e incluir oleaginosas, como a nozes, nos lanches entre as principais refeições são ótimas opções.

A suplementação com o ácido graxo só é orientada caso a grávida não possa ingerir os alimentos ricos no nutriente. Contudo, é preciso muito cuidado e orientação de um profissional da área de saúde ao ingerir estes suplementos. Um estudo em fase inicial realizado com ratos por estudiosos da Medical College of Georgia, dos Estados Unidos, e do Agharkar Research Institute, da Índia, observou que fetos e filhotes eram sensíveis ao excesso de ômega 3 e que isto afetou de maneira negativa o desenvolvimento do cérebro dos animais.

O quanto consumir de ômega 3

A quantidade diária recomendada de ômega 3 é polêmica. Apesar de a Sociedade Americana do Coração orientar até 4 gramas ao dia, é justamente esta porção que em alguns estudos leva a complicações de saúde. Por isso, especialistas defendem a porção de até um grama de ômega 3 ao dia.

Alimentos ricos em ômega 3

Os alimentos que possuem a maior quantidade de ômega 3, DHA e EPA, são os peixes de águas frias. Isto porque como eles vivem em um ambiente frio tem a tendência de acumular mais gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, especialmente o ômega 3.
Confira as espécies que possuem as melhores quantidades do ácido graxo e veja qual é a porcentagem do valor diário e a quantidade que a porção de 100 gramas de peixe carrega de ômega 3.
PeixesQuantidade de ômega 3Porcentagem do valor diário de ômega 3
Arenque1,2 a 3,1 gramas215%
Sardinha1,5 a 2,5 gramas275%
Salmão1 a 1,4 gramas120%
Atum0,5 a 1,6 gramas90%
Bacalhau0,2 a 0,3 gramas25%
Linguado0,2 a 0,3 gramas25%
Pescadinha0,2 a 0,3 gramas25%
Fontes: The Nutrition Source, Fats and Cholesterol: out with the bad in with the good, Harvard School of Public Health; Suárez-Mahecha H, Francisco A, Beirão LH, Block JM, Saccol A, Pardo-Carrasco S. Curtis-Prior, P. The eicosanoids. West Sussex: Wiley, 655 p; Frazen-Castle LD, Ritter-Gooder P; Omega-3 and omega-6 fatty acids, University of Nebraska-Lincoln Extension, Insitute of Agriculture and Natural Resources Schmidt EB, Dyerberg, J, Omega-3 fatty acids. Current status in cardiovascular medicine. Drugs 47:405-24 e Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
Os óleos de soja e canola, noz e as sementes de chia e linhaça são ricas em ômega 3, no caso o ácido alfa-linolênico. A quantidade diária recomendada de linhaça, 10 gramas, possui 0,54 gramas do ácido graxo. A chia também conta com boas quantidade de ômega 3.
É importante lembrar que apenas uma pequena quantidade de ácido alfa-linolênico se transforma em DHA ou EPA, portanto é importante consumir também o peixe para se ter boas quantidades de ômega 3.

Suplementos de ômega 3

Os suplementos de ômega 3 devem ser consumidos somente após a orientação médica e são orientado caso a pessoa não consiga adquirir o ácido graxo por meio da alimentação, com a ingestão de peixes, linhaça ou chia.
É preciso ficar atento a fraude de cápsulas, pois atualmente muitas delas não contém o ômega 3. Uma maneira de garantir isso é consumir o óleo de fígado de bacalhau, ele normalmente é evitado devido ao seu gosto considerado desagradável, mas é exatamente isso que irá garantir que ele é rico no ácido graxo.

Contraindicações do suplemento

O suplemento é contraindicado para pessoas com problemas de coagulação, como os portadores de hemofilia, pois há o risco de hemorragia já que o ácido graxo evita coagulações.
Pessoas com próteses cardíacas também devem evitar o consumo. Quanto a gestantes, a suplementação pode ser feita, desde que com as doses corretas, pois o excesso do ômega 3 pode causar problemas no feto.

Riscos do consumo em excesso de ômega 3

O excesso de ômega 3 no organismo pode causar uma série de problemas. Apesar de ser um potente anti-inflamatório, o ômega 3 em grandes quantidades pode favorecer um processo pró-inflamatório que chega a induzir a resistência à insulina, causar hemorragia e em casos de pessoas com obesidade, o quadro pode piorar.
Além disso, o ácido graxo em grandes quantidades pode induzir a esclerose lateral amiotrófica, doença das células nervosas do cérebro e da medula espinhal que controlam o movimento voluntário dos músculos. Assim, as pessoas com a doença têm perda gradual de força e coordenação muscular que finalmente piora e impossibilita a realização de tarefas rotineiras como subir escadas, levantar-se ou engolir. Em gestantes, alguns estudos demonstraram que o excesso do ômega 3 pode levar a uma resposta neurológica anormal do feto.

Combinando o ômega 3

Ômega 3 + antioxidantes: Combinar alimentos ricos em ômega 3, como os peixes, com comidas ou bebidas com forte ação antioxidante é uma boa ideia. Isto porque estes ácidos graxos oxidam com muita facilidade, perdendo suas propriedades. A chia, os óleos de soja e canola e a noz além de possuírem o ômega 3, também contam com antioxidantes.

Nutrientes similares ao ômega 3

Não há nutrientes similares ao ômega 3, porém há outro ácido graxo poli-insaturado que também é muito importante para o organismo. Trata-se do ômega 6 que assim como o ômega 3 é um importante componente de membranas celulares.
Além disso, o ômega 6 auxilia na cicatrização, evita queda de imunidade, atenua queda de cabelo e até aumenta a queima de gordura corporal. Porém, em excesso esta substância pode aumentar os processos inflamatórios.
Para evitar este problema é importante que haja um equilíbrio no consumo de ômega 6 e o ômega 3. Infelizmente, como o ômega 6 pode ser encontrado facilmente na alimentação, ele está presente em carnes, ovos e leite, e o 3 não, as pessoas tem dificuldade em balancear o consumo dos dois ômegas.
O ômega 9 é uma gordura monoinsaturada que está presente no azeite de oliva extravirgem, azeitonas, abacate, gergelim e em algumas oleaginosas. Ele possui uma ação anti-inflamatória tão forte quanto o ômega 3.

Equilíbrio entre o ômega 3 e 6

A preocupação atual vem sendo em relação à proporção do consumo entre as gorduras ômega 6 e ômega 3, pois o equilíbrio entre esses dois tipos de "gorduras" confere um efeito metabólico protetor ao organismo. O consumo exagerado de ômega 6 comparado ao ômega 3 é visto como fato extremamente prejudicial à saúde do homem, principalmente porque mantém relação com o surgimento de doenças cardíacas e câncer. Na alimentação moderna há o grande aumento de alimentos industrializados - óleos refinados, baixo consumo de alimentos de origem vegetal e pescados e frutos do mar.
Infelizmente, como o ômega 6 pode ser encontrado mais facilmente na alimentação, ele está presente em carnes, ovos e leite, do que o 3, as pessoas tem dificuldade em balancear o consumo dos dois ômegas.
Os valores sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para um bom equilíbrio entre as quantidades de ômega 6 e ômega 3 na alimentação é a razão de (5:1). Isto porque o ômega 3 é mais facilmente metabolizado pelo organismo do que o ômega 6. Então, se eles fossem consumidos na mesma quantidade o corpo priorizaria o ômega 3 e não iria ingerir os valores necessários do 6. Proporções acima desta recomendação, com mais ômega 6, não é interessante, pois o excesso deste ácido tem caráter pró-inflamatório.
Para conseguir cumprir esses valores, os pesquisadores Simopoulos & Robinson publicaram em 1999 condutas que podem ser encontradas no Guia Dietético para Dieta do Ômega em Sete Etapas. Entretanto, devem estar associadas a uma alimentação bem planejada.
1.Escolher alimentos ricos em acido graxo ômega 3, como peixes gordurosos (salmão, atum, truta arenque e cavala), nozes, óleo de canola, linhaça e vegetais verdes; 
2.Usar óleos monoinsaturados, como azeite de oliva e óleo de canola; 
3.Comer sete ou mais porções de frutas e vegetais por dia; 
4.Coma mais proteínas vegetais, incluindo ervilhas, feijões e nozes; 
5.Evitar carnes gordas e produtos lácteos com alto teor de gordura devido a presença de gordura saturada; 
6.Evitar óleos ricos em ômega 6, como: milho, cártamo, girassol, soja e óleos de algodão; 
7.Reduza a ingestão de gordura trans, "trocando" os seguintes produtos: margarina, gordura vegetal, preparações de pastelaria, frituras, snacks e alimentos processados.

Como preservar o nutriente

Ao consumir o peixe é importante que ele seja refogado, grelhado ou assado. Fritar este alimento não é interessante, pois diminui drasticamente a quantidade de ômega 3. Quanto aos óleos de canola e soja a orientação é aquecê-los até 170 graus, mais do que isso o ácido graxo se perde.
Um método caseiro para saber se o óleo alcançou a temperatura ideal é colocar um pedaço de pão no líquido. Se o alimento afundar significa que o óleo está frio, se boiar completamente quer dizer que está muito quente, acima de 180 graus, e se ficar no meio a temperatura é a ideal, cerca de 170 graus.
Para obter o ômega 3 das sementes de linhaça e chia é preciso triturá-las, pois o ácido graxo está dentro de uma capa de celulose. Porém, ao quebrar essa capa, um óleo muito sensível é exposto. Então, a orientação é triturar toda a quantidade do saquinho com uma das sementes, colocar o pó em uma vasilha de plástico fosca com tampa e armazená-la no freezer. Assim, o alimento fica protegido da luz, do oxigênio e da temperatura, evitando que ocorra a oxidação. Este procedimento é muito importante, se não for feito e a gordura do alimento triturado oxidar, isto pode ser muito prejudicial para a saúde.

Receitas ricas em ômega 3

O salmão é o terceiro alimento que mais possui ômega 3 - Foto: Getty Images
O salmão é o terceiro alimento que mais possui ômega 3

                                               Minha Vida
Aprenda a fazer deliciosas receitas que contêm ômega 3. 
Suco cítrico com agrião e chia 
Salmão ao gergelim 
Atum com molho agridoce 
Empadinha de linhaça
Fontes consultadas: 
Nutrólogo José Alvez Lara Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). 
Nutróloga Valéria Gourlart, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). 
Nutricionista Dennys Citra, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).